
Muitas empresas veem a China como sinônimo de escala e oportunidade. O problema é que, sem proteção adequada, o sucesso de um produto pode virar um pesadelo jurídico. Casos reais mostram que marcas e designs podem ser registrados por terceiros antes mesmo do dono perceber.
O que motivou o conflito
Tudo começa quando empresas brasileiras enviam seus produtos ou designs para fabricação na China. Se o item ganha mercado e começa a vender bem, surge a brecha: concorrentes locais podem registrar aquela marca ou desenho industrial primeiro no território chinês.
Como a China adota a regra do “primeiro a registrar”, quem corre antes vira o dono legal.
Os argumentos (e a surpresa das empresas)
Do lado brasileiro, o argumento costuma ser lógico: “a marca é minha, eu criei”.
Mas, na prática, isso não basta.
Na China, não importa quem usou primeiro, e sim quem registrou primeiro. Sem o registro local, a empresa brasileira fica sem base legal para impedir o uso por terceiros.
As consequências
Quando isso acontece, o impacto é imediato e doloroso:
A empresa perde o direito de produzir ou vender o produto na China.
Fabricantes chineses ficam legalmente obrigados a negociar apenas com o novo dono da marca ou design.
O empresário se vê forçado a negociar, pagar comissões elevadas ou até mudar completamente a marca ou o visual do produto.
Um crescimento promissor vira uma enorme dor de cabeça.
Casos reais mostram o risco
Há registros de empresas brasileiras que só conseguiram continuar no mercado após negociar diretamente com quem registrou suas marcas na China.
Em alguns casos, foi preciso pagar para usar o próprio nome.
Em outros, a solução foi abandonar a marca original e redesenhar o produto.
Como se proteger
A prevenção é simples, mas precisa ser feita no tempo certo:
Registrar a marca no Brasil e também na China.
Registrar o design quando houver diferencial visual.
Inserir cláusulas claras de propriedade intelectual nos contratos com fornecedores chineses.
Essas medidas reduzem drasticamente o risco de perda de controle sobre o negócio.
Curiosidades 👀
Na China, o sistema “first to file” não analisa quem criou primeiro, apenas quem registrou primeiro.
O registro no Brasil não gera proteção automática em outros países.
Muitos conflitos só surgem quando o produto já está vendendo bem — exatamente no melhor momento do negócio.
🔐 Não espere o problema aparecer. Proteger a marca antes de produzir é sempre mais barato do que resolver depois. Quer saber como fazer isso da forma correta? Fale com nossa equipe.
