INPI em transformação: o que muda no registro de marcas e patentes a partir de 2025

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial anunciou uma série de mudanças que prometem impactar diretamente quem registra marcas e patentes no Brasil. Automação, novas tecnologias e reajuste de taxas entram em cena com o objetivo de modernizar o sistema e tornar os processos mais eficientes.

Mas nem tudo são flores, e algumas novidades exigem atenção dos empreendedores.


O que motivou as mudanças

O INPI vem lidando há anos com altos volumes de pedidos, processos longos e a necessidade de atualização tecnológica.
Para enfrentar esses desafios, o Instituto decidiu investir em automação, inteligência artificial e novos modelos de gestão.

A ideia central é acelerar etapas burocráticas e garantir mais segurança jurídica aos registros.


As principais novidades anunciadas

Automação dos processos

A partir de 20 de setembro de 2025, os pedidos de registro de marca deferidos passarão a contar com a emissão automática do Certificado de Registro.

No caso das patentes, a automação chega em 20 de dezembro de 2025, com a expedição automática da carta-patente ou do certificado de adição de invenção, sem custo extra, tanto no prazo normal quanto no extraordinário.

Atualização das taxas

Em 2025, o INPI aplicou um reajuste médio de 24,1% nas taxas.
Na prática, alguns serviços tiveram aumentos bem mais expressivos. O registro de marca, por exemplo, pode sair de R$ 415 para até R$ 1.720, um salto superior a 300%.

O Instituto justifica o reajuste como necessário para garantir sua sustentabilidade financeira.


Quem terá descontos ou isenção

Apesar do aumento, alguns grupos continuam com benefícios importantes.

Microempresas, MEIs, empresas de pequeno porte, instituições científicas e tecnológicas, entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos nacionais têm direito a 50% de desconto nas taxas.

Já pessoas naturais hipossuficientes e pessoas com deficiência, desde que cadastradas no CadÚnico ou em bases oficiais do Governo Federal, podem obter isenção total.


O papel da tecnologia no novo INPI

Outra aposta forte do Instituto é o uso de tecnologias avançadas.
Inteligência artificial e blockchain estão sendo incorporadas para melhorar a gestão dos processos e a proteção dos direitos de propriedade industrial.

Na prática, isso pode significar mais controle, menos erros e maior transparência ao longo dos registros.


Curiosidades 👀

A automação elimina etapas manuais que antes atrasavam meses a entrega de certificados.
O Brasil segue uma tendência internacional de uso de IA em escritórios de propriedade intelectual.
Mesmo com taxas mais altas, o registro continua sendo mais barato do que enfrentar disputas judiciais no futuro.

🔍 E você, o que está achando dessas mudanças no INPI? Elas facilitam ou dificultam a vida de quem empreende?

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