Uma recente decisão judicial chamou atenção no universo do branding. A Puma, gigante esportiva reconhecida mundialmente, entrou na Justiça contra a Kezo, uma marca de artigos esportivos que utilizava um felino muito semelhante ao tradicional símbolo da Puma.
O que motivou o conflito
A Kezo adotava em seu logo um felino com traços considerados parecidos demais com o da Puma. Para a esportiva, isso poderia gerar confusão no consumidor — argumento que levou a disputa aos tribunais.
Os argumentos das marcas
Enquanto a Kezo defendia que o nome “Kezo” ao lado do felino já seria suficiente para evitar qualquer dúvida, a Puma reforçou que o animal isolado é um dos elementos mais fortes e reconhecidos da sua identidade visual. Além disso, a Puma possui status de marca de alto renome, o que reforça a proteção em qualquer segmento de mercado.
A decisão da Justiça
O Tribunal de Justiça de São Paulo deu razão à Puma. Para a Corte, houve concorrência desleal, e a Kezo foi proibida de usar o felino de forma isolada. A empresa ainda foi condenada ao pagamento de R$ 20 mil por danos.
Curiosidades 👀
No branding, cada detalhe importa: um símbolo pode ter tanto peso quanto o próprio nome da marca.
Marca de alto renome: status especial que garante proteção ampliada em todos os ramos, não apenas no setor de atuação da marca.
O uso de felinos como ícones fashion cresceu a partir dos anos 2010, especialmente com a ascensão internacional da Kenzo.
